Chuvas aumentam risco de proliferação do Aedes aegypti em Búzios; Secretaria de Saúde faz alerta

As chuvas persistentes registradas em Búzios nas últimas semanas aumentam a necessidade de atenção dos moradores para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Com a possibilidade de formação de novos pontos de água parada, a Secretaria Municipal de Saúde reforça as orientações para que a população faça inspeções frequentes em casas, quintais, jardins, varandas e demais áreas descobertas.

As ações de prevenção são realizadas pelas equipes das Vigilâncias Ambiental e Epidemiológica, que atuam no monitoramento, orientação dos moradores e identificação de possíveis criadouros. “Qualquer recipiente que acumule água pode se tornar um ponto de reprodução do mosquito. A população é uma parceira fundamental nesse trabalho, principalmente porque muitos desses locais estão dentro das residências”, destaca Denis Ferraz, gerente da Vigilância Ambiental.

A recomendação da Secretaria de Saúde é que os moradores reservem pelo menos dez minutos por semana para vistoriar os imóveis e eliminar possíveis focos. Entre os cuidados estão retirar recipientes com água parada, manter caixas-d’água e reservatórios tampados, limpar calhas e ralos e deixar garrafas, baldes e outros objetos virados para baixo. Pneus e materiais que possam acumular água também devem ser protegidos ou descartados de maneira adequada.

“A Vigilância Epidemiológica acompanha os indicadores e o comportamento das doenças no município, enquanto as ações de campo ajudam a identificar e reduzir os riscos de transmissão”, explica Hertine Luna, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Búzios. Para ela, a eliminação de água parada pelos moradores complementa o trabalho realizado pelas equipes.

A combinação entre chuva e temperaturas favoráveis pode criar condições para a reprodução do Aedes aegypti, tornando a prevenção uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.

As equipes municipais seguem mobilizadas nas ações de vigilância e controle, enquanto os moradores são orientados a manter uma rotina de inspeção dos imóveis. Uma vistoria de poucos minutos por semana pode ajudar a interromper o ciclo de reprodução do mosquito e reduzir os riscos de transmissão das doenças no município.

Da redação.