
Silk Beach Club e Rocka Restaurante possuem licenças ambientais validadas e questionam decisão judicial.
Por @bebetokarolla e @deneralef
A interdição de restaurantes localizados na Praia Brava, em Armação dos Búzios, tem gerado preocupação entre empresários locais, trabalhadores e representantes do setor turístico do município. Entre os estabelecimentos mais afetados estão o Silk Beach Club e o Rocka Restaurante, que, juntos, empregam direta e indiretamente centenas de pessoas e movimentam parte importante da economia local.
De acordo com informações apresentadas pela empresa responsável pelos empreendimentos, a medida impacta o sustento de mais de 150 famílias, que dependem das atividades dos estabelecimentos para sua renda.
Os estabelecimentos operam com licenciamento ambiental regular, incluindo autorizações junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), obtido justamente apos parecer positivo do Instituto Esatdual do Patrimônio Cultural (INEPAC).
A discussão ocorre no âmbito do cumprimento de uma decisão judicial relacionada à ocupação da área da Praia Brava. Em petição protocolada na Justiça Federal, a empresa sustenta que não integra o polo passivo da ação original e que ainda não há delimitação técnica definitiva da área abrangida pela sentença.
Além do impacto econômico, representantes do setor destacam a relevância dos empreendimentos para o turismo e a história do município. O Rocka Restaurante, por exemplo, que funciona há 17 anos, acumula reconhecimentos gastronômicos ao longo dos anos e já foi eleito tetracampeão como melhor restaurante do litoral, sendo uma das referências da gastronomia internacional.
Já o Silk Beach Club, há 11 anos no local, tornou-se um dos principais destinos de lazer e entretenimento de Búzios, atraindo turistas brasileiros e estrangeiros em todos os meses do ano.
Os dois estabelecimentos são considerados verdadeiros cartões-postais da cidade e entram em roteiros turísticos nacionais e internacionais. Milhares de visitantes de diferentes partes do mundo escolhem Búzios motivados pela experiência gastronômica e paisagística oferecida pelos empreendimentos da Praia Brava.
Para representantes do setor turístico, a situação levanta preocupações sobre os reflexos econômicos da interdição em uma cidade cuja principal atividade econômica é o turismo. Além dos empregos diretos, a cadeia produtiva envolve fornecedores, pescadores, artistas, profissionais de eventos, transporte e serviços terceirizados.
O caso segue em análise na Justiça Federal, onde o setor solicita a suspensão da interdição até que haja definição técnica precisa sobre a área efetivamente abrangida pela decisão judicial.

