A Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM) vem fortalecendo a organização e a valorização das baianas de acarajé na Região dos Lagos. O movimento iniciado em 2016 ganhou novo significado após a morte recente de Rosa Perdigão, então Coordenadora Nacional da entidade e reconhecida pela atuação em defesa da preservação e salvaguarda do Ofício das Baianas de Acarajé.
Foi Rosa quem participou diretamente da organização da ABAM na região e empossou Sirlei de Souza, de Búzios, para contribuir com a mobilização das baianas e com as ações voltadas à valorização do ofício. Desde então, mulheres de diferentes municípios passaram a integrar a articulação regional, mantendo vivas práticas, saberes e elementos tradicionais relacionados à cultura afro-brasileira.

O Ofício das Baianas de Acarajé é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e reúne conhecimentos transmitidos entre gerações, além de elementos ligados à ancestralidade, religiosidade, identidade e memória da população negra.
Atualmente, integram a ABAM Região dos Lagos baianas como Sirlei de Souza e Cosmira de Jesus, de Búzios; Ivonete Mendonça, de Iguaba Grande; Mirian Fernandes e Lana Santos, de Cabo Frio/Tamoios; Sara Brito, de Rio das Ostras; e Enoia, de Maricá. A entidade considera essas mulheres guardiãs de um patrimônio cultural vivo.

Entre os dias 23 e 27 de setembro, foi celebrado o Festival de Acarajé Rosa Perdigão, realizado na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, dentro da Feira de Artes. A presidente do Conselho Executivo da ABAM, Rita Santos, trabalha para fortalecer a articulação regional, ouvir as demandas das baianas e ampliar o diálogo com municípios e instituições em busca de políticas de valorização, reconhecimento e salvaguarda do ofício.
Da redação.

