A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, nesta quinta-feira (1º), a Operação Escola de Papel, que investiga suspeitas de fraudes em contratos de obras e serviços da Secretaria Estadual de Educação durante a gestão da ex-secretária Roberta Barreto de Oliveira. São cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sem mandados de prisão. Segundo os investigadores, o possível prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 1,6 bilhão.
Entre os alvos estão Roberta Barreto, o genro dela, Yurie Lopes Fonseca Ormonde André, o ex-subsecretário de Gestão Administrativa da Seeduc, David de Andrade Marinho Filho, e Fabio Martins Pereira, apontado como operador financeiro do suposto esquema. Até a última atualização, as defesas dos citados não haviam se manifestado sobre as acusações.
Segundo a investigação, licitações teriam sido direcionadas para a empresa MCK Reformas e Construções Ltda., que recebeu cerca de R$ 6 milhões em contratos. Aproximadamente R$ 4 milhões teriam sido repassados a Fabio Martins Pereira. A apuração também aponta que o dono da MCK foi flagrado sacando R$ 500 mil em espécie em janeiro deste ano. Somente em 2025, a empresa teria recebido mais de R$ 11 milhões em recursos públicos.
A Polícia Civil e o MPRJ afirmam que a empresa funcionava em um endereço residencial, não possuía empregados registrados e não apresentava estrutura compatível com grandes obras, apesar dos contratos milionários para reformas em escolas estaduais. Os investigados são apurados por suspeitas de direcionamento de contratação pública, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação continua em andamento.
Da redação.

