Ex-segurança é condenado a 16 anos por matar médica amordaçada em Búzios

Dez anos após o assassinato da médica Maria Júlia Matteotti Cavalcanti Martins de Oliveira, de 66 anos, a Justiça condenou o ex-segurança de condomínio Filipe Batista Francelino a 16 anos de prisão. O julgamento foi realizado na quinta-feira (15), após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinar que o réu fosse submetido a um novo júri.

O crime ocorreu em agosto de 2016, no Condomínio Jardim do Lago, em Baía Formosa, em Armação dos Búzios. A médica foi encontrada morta no hall de entrada da residência, com os braços amarrados e a boca obstruída por uma mordaça improvisada com gaze.

Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o condenado trabalhava como segurança do condomínio e teria se aproveitado da função para ter acesso à casa da vítima. Durante a investigação, policiais encontraram marcas de sangue em um dos quartos, além de sinais de que o cômodo havia sido revirado e a cama, arrastada. Os vestígios levantaram a possibilidade de a médica ter tentado se defender.

O caso teve um desdobramento incomum em 2024, quando o primeiro júri reconheceu a autoria do crime, mas absolveu o acusado. O Ministério Público recorreu, e a Oitava Câmara Criminal do TJRJ determinou a realização de um novo julgamento.

No segundo júri, os jurados acolheram a acusação e reconheceram duas qualificadoras: emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Após a sentença, o Ministério Público informou que solicitou a prisão do condenado. Até a divulgação das informações, não havia confirmação sobre o acolhimento imediato do pedido ou o início do cumprimento da pena.

Por Isaias Coutinho.