A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A operação também tem como alvo possíveis conexões com agentes públicos e articulações político-institucionais.
Ao todo, os policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Segundo a Polícia Federal, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas supostamente ligadas ao esquema. Desse total, 96 são postos de combustíveis que, conforme as investigações, seriam utilizados para dissimular e dar aparência legal a recursos de origem criminosa.
De acordo com um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), encaminhado à PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, entre outras possíveis infrações.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro, seguindo diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635.
A Folha de Búzios acompanha o caso e atualizará a reportagem caso sejam divulgadas novas informações sobre o desdobramento da operação na cidade.
Por Isaias Coutinho.

